Comprar um carro é uma decisão que exige planejamento. Além de escolher modelo, marca e ano, é necessário analisar preço, consumo de combustível, manutenção, seguro, impostos, desvalorização e principalmente o impacto que o veículo terá no orçamento mensal.
As formas de conseguir crédito também fazem parte desse planejamento. Para quem já possui um veículo quitado e precisa levantar recursos, uma possibilidade oferecida pelo Banco PAN é o empréstimo com garantia para carro. Nessa modalidade, o veículo é utilizado como garantia da operação, mas continua com o proprietário durante o pagamento.
No Banco PAN, o Empréstimo com Garantia de Veículo pode ter prazo de até 60 meses e permite solicitar até 90% do valor do automóvel, de acordo com a análise de crédito e as condições do produto. O banco informa ainda taxas a partir de 1,60% ao mês.
Conhecer diferentes possibilidades financeiras e, ao mesmo tempo, calcular todos os gastos envolvidos na aquisição e manutenção de um automóvel ajuda a tomar uma decisão mais consciente. A seguir, confira o que considerar antes de comprar um carro.
1. Defina quanto você pode gastar no carro
Antes mesmo de começar a procurar modelos, estabeleça um orçamento.
Um erro comum é considerar apenas o preço de compra. Se uma pessoa possui R$ 70 mil disponíveis, por exemplo, isso não significa necessariamente que seja interessante gastar os R$ 70 mil no automóvel.
Depois da aquisição, ainda podem surgir despesas com seguro, documentação, impostos, combustível e manutenção.
Caso a compra seja financiada, o cuidado precisa ser ainda maior. Analise quanto da renda mensal pode ser comprometida com as parcelas sem prejudicar despesas essenciais ou impedir a formação de uma reserva financeira.
2. Entenda qual será a utilização do veículo
O carro precisa combinar com a rotina do proprietário.
Quem utiliza o veículo principalmente para deslocamentos urbanos pode priorizar economia de combustível, dimensões menores e facilidade para estacionar.
Já uma pessoa que percorre longas distâncias em rodovias pode valorizar conforto, desempenho, segurança e autonomia.
Famílias podem precisar de mais espaço interno e porta-malas maior. Quem trabalha utilizando o carro, por outro lado, pode dar prioridade ao consumo, manutenção e confiabilidade.
Definir essas necessidades antes da compra ajuda a evitar pagar mais por características que serão pouco utilizadas.
3. Carro novo ou usado?
Essa é outra decisão importante.
O carro zero-quilômetro apresenta vantagens como garantia de fábrica e ausência de histórico de uso. Em contrapartida, normalmente possui preço mais elevado e pode sofrer maior desvalorização nos primeiros anos.
Um seminovo ou usado pode permitir a compra de uma versão mais completa pelo mesmo orçamento. Entretanto, exige cuidados adicionais.
É importante investigar manutenção, documentação, quilometragem e estado geral do automóvel.
Em vez de considerar apenas o ano, compare o estado de conservação e o histórico de cada unidade.
4. Pesquise o preço de mercado
Antes de fechar negócio, descubra quanto aquele carro realmente vale.
Compare anúncios do mesmo modelo, versão e ano e utilize referências de preços do mercado automotivo.
Quilometragem, opcionais, estado de conservação e histórico podem justificar diferenças entre os valores.
Também é importante desconfiar de preços muito inferiores aos praticados pelo mercado. Uma oferta extremamente barata pode esconder problemas mecânicos, documentais ou estruturais.
Pesquisar antes também aumenta o poder de negociação do comprador.
5. Considere o consumo de combustível
O preço pago pelo carro representa somente uma parte do seu custo.
Combustível será uma despesa recorrente. Dependendo de quanto o motorista roda mensalmente, pequenas diferenças de consumo podem representar centenas ou milhares de reais ao longo do ano.
Imagine dois veículos semelhantes: um faz aproximadamente 8 km/l e outro, nas mesmas condições, consegue 12 km/l.
Para quem percorre poucos quilômetros, a diferença pode ter impacto menor. Para quem utiliza o carro diariamente ou trabalha com ele, o efeito sobre o orçamento pode ser significativo.
Por isso, pesquise dados de consumo e considere seu padrão real de utilização.
6. Pesquise quanto custa a manutenção
Outro fator importante é a manutenção.
Dois veículos vendidos por preços semelhantes podem apresentar custos de manutenção completamente diferentes.
Pesquise valores de revisões e de componentes que precisam ser substituídos periodicamente, como pneus, bateria, pastilhas de freio, filtros, óleo e peças da suspensão.
Também vale verificar a disponibilidade de peças e mão de obra especializada.
Modelos muito raros, importados ou que tiveram pouca presença no mercado brasileiro podem ter componentes mais caros ou difíceis de encontrar.
7. Faça uma cotação do seguro antes de comprar
O seguro pode variar bastante de um modelo para outro.
Características do veículo, perfil do motorista, região, índice de roubos e furtos e custos de reparação podem influenciar o preço.
Por isso, uma estratégia interessante é fazer cotações antes mesmo de comprar.
Imagine encontrar dois carros pelo mesmo preço, mas descobrir que o seguro de um deles custa R$ 2 mil a mais por ano. Essa diferença passa a fazer parte do custo real da decisão.
8. Inclua impostos e documentação na conta
Existem também gastos relacionados à regularização do veículo.
IPVA, licenciamento e eventuais custos de transferência precisam entrar no planejamento.
O valor do IPVA varia conforme as regras aplicáveis em cada estado e o valor do veículo.
Quando todos esses custos são somados, fica mais fácil entender quanto será necessário reservar anualmente para manter o carro regularizado.
9. Observe os equipamentos de segurança
Segurança também deve ser um critério importante.
Além dos equipamentos obrigatórios, alguns modelos oferecem recursos adicionais, como controle eletrônico de estabilidade, controle de tração, assistentes de condução, alerta de colisão e frenagem automática.
Pesquise também resultados de testes de segurança quando disponíveis.
É importante observar a versão específica do carro, pois equipamentos podem mudar consideravelmente entre configurações do mesmo modelo.
10. Investigue o histórico de carros usados
Na compra de um usado, a análise precisa ser ainda mais cuidadosa.
Verifique documentação, possíveis débitos e outras informações relevantes sobre o histórico do automóvel.
Também é recomendável realizar uma avaliação mecânica antes da compra.
Um profissional pode analisar componentes como motor, câmbio, freios, suspensão e sistema elétrico, além de identificar sinais de reparos ou problemas estruturais.
A aparência externa não é suficiente para determinar o verdadeiro estado de conservação de um veículo.
11. Faça um test-drive
Antes de comprar, dirija o carro.
O test-drive permite verificar características que dificilmente aparecem em uma ficha técnica.
Observe posição de dirigir, conforto dos bancos, visibilidade, respostas do motor, funcionamento do câmbio, suspensão e nível de ruído.
Em veículos usados, fique atento a barulhos, vibrações ou comportamentos incomuns.
Teste também ar-condicionado, vidros, central multimídia, sensores, câmera de ré e outros equipamentos disponíveis.
12. Compare as formas de pagamento
Depois de escolher o veículo, é necessário definir como a compra será paga.
Se houver recursos disponíveis, o pagamento à vista pode eliminar juros e eventualmente aumentar o poder de negociação. Entretanto, comprometer toda a reserva financeira para comprar um carro pode não ser adequado.
No financiamento, compare entrada, prazo, taxa de juros e Custo Efetivo Total (CET).
Evite escolher uma proposta analisando somente a parcela.
Uma prestação de R$ 1.000 pode parecer mais interessante do que outra de R$ 1.300, mas é necessário verificar durante quantos meses cada uma será paga e qual será o custo final.
13. Banco PAN oferece empréstimo com garantia de veículo
Além de conhecer as opções utilizadas diretamente na aquisição de um automóvel, quem já possui um carro ou uma moto pode avaliar modalidades de crédito que utilizam o próprio patrimônio como garantia.
O Banco PAN disponibiliza o Empréstimo com Garantia de Veículo para clientes que atendam aos critérios da instituição.
Segundo as condições divulgadas pelo PAN, o veículo utilizado como garantia precisa estar quitado, em nome do solicitante, com documentação em dia, funcionando normalmente e em boas condições.
Para carros, são aceitos veículos com até 20 anos. No caso das motos, o limite informado é de até 13 anos.
O cliente continua utilizando o veículo normalmente enquanto paga as parcelas. Entretanto, o automóvel fica alienado durante o contrato e, portanto, não pode ser vendido livremente enquanto estiver vinculado à operação.
O PAN informa taxas a partir de 1,60% ao mês, prazo de até 60 meses e possibilidade de obter até 90% do valor do veículo. As condições efetivamente disponibilizadas dependem da análise de crédito e das características da operação.
A contratação também pode ser realizada de maneira on-line. Pelo aplicativo do Banco PAN, o cliente acessa a área de empréstimos, informa os dados do veículo, realiza a simulação e segue as etapas indicadas.
A avaliação do carro também ocorre on-line. O cliente recebe orientações para enviar fotos e informar as condições de determinados componentes.
Após a aprovação e a conclusão das etapas necessárias, o PAN informa que o crédito pode ser liberado em até dois dias úteis.
14. Entenda a diferença entre financiamento e empréstimo com garantia
Embora as duas modalidades envolvam veículos, elas possuem finalidades diferentes.
No financiamento, normalmente o crédito é concedido especificamente para comprar determinado automóvel. O cliente paga uma entrada, quando aplicável, e financia o restante.
No empréstimo com garantia, o cliente já possui um veículo elegível e utiliza esse patrimônio como garantia para conseguir crédito.
O dinheiro pode então ser utilizado de acordo com as condições da modalidade contratada.
Por isso, quem está organizando sua vida financeira antes de trocar ou comprar um automóvel deve entender as diferenças entre as alternativas e comparar os custos envolvidos.
15. Considere a desvalorização do carro
Veículos normalmente perdem valor com o passar dos anos.
Entretanto, alguns modelos apresentam maior desvalorização do que outros.
Marca, confiabilidade, procura no mercado de usados, custos de manutenção, disponibilidade de peças e lançamento de novas gerações podem afetar o preço de revenda.
Para quem pretende ficar pouco tempo com o veículo, essa questão merece ainda mais atenção.
Uma diferença aparentemente pequena na desvalorização anual pode representar milhares de reais no momento de trocar de carro.
16. Pesquise a facilidade de revenda
Também vale pesquisar a liquidez do modelo.
Carros populares e com boa presença no mercado geralmente possuem um número maior de compradores interessados. Modelos muito específicos podem demorar mais para serem vendidos.
Isso não significa que seja necessário escolher apenas os automóveis mais populares.
A questão é conhecer essa característica antecipadamente, especialmente se a intenção for trocar de veículo dentro de poucos anos.
17. Calcule o custo total de propriedade
Uma das melhores formas de comparar carros é analisar o custo total de propriedade.
Nesse cálculo podem entrar:
- preço de aquisição;
- juros do financiamento, quando houver;
- combustível;
- seguro;
- IPVA;
- licenciamento;
- manutenção;
- pneus;
- estacionamento;
- pedágios;
- desvalorização.
Essa análise pode revelar resultados interessantes.
Um carro que custa R$ 5 mil a menos na compra, por exemplo, pode apresentar consumo maior, seguro mais caro e manutenção mais frequente. Depois de alguns anos, ele pode acabar custando mais do que outra opção inicialmente mais cara.
Planejamento ajuda a fazer uma compra mais consciente
Comprar um carro envolve uma combinação de necessidades pessoais e decisões financeiras. Por isso, não existe um único modelo adequado para todos os motoristas.
O ideal é começar definindo quanto pode ser gasto e como o veículo será utilizado. Depois, compare preço, consumo, manutenção, segurança, seguro, impostos
* Conteúdo desenvolvido pela jornalista Daiane de Souza (0007147/SC).




