Conheça o tipo de parto ideal para ter um parto tranquilo e feliz
A chegada de um bebê é sempre motivo de muita alegria para qualquer família. No entanto, muitas futuras mamães deixam de curtir plenamente a gravidez, com medo da tão (mal) falada hora do parto. Dores, perigos e histórias diversas (geralmente aconteceram com a amiga da prima da vizinha) rondam o imaginário de grávidas ansiosas por verem a carinha de seus filhos, mas apreensivas sobre o método que irá trazê-los de forma rápida e segura para seus braços. Para acabar de vez com as dúvidas e os mitos, o DaquiDali consultou especialistas que pontuaram os prós e os contras de cada tipo de parto. Cesárea ou normal? Escolha a opção com que voê mais se identifica.
Cesariana: Atualmente, 90% dos partos realizados no Brasil são cesáreas. Um número alarmante, já que o método só deveria ser considerado em "condições de risco para mãe e feto, como sangramento ou descolamento de placenta, por exemplo", afirma o membro do departamento científico de neonatologia da Sociedade Brasileira de Pediatria, Dr. Durval Palhares. No procedimento, a grávida recebe uma anestesia, que pode ser a peridural ou ráqui. O médico faz uma incisão acima dos pelos pubianos e corta camadas de pele até alcançar o bebê. O corte é fechado com pontos. "Os riscos são os mesmos de uma cirurgia, como sangramentos e dores pós-operatórias. Ao contrário do que muitas mulheres pensam, a probabilidade de a anestesia provocar alguma complicação é mínima. Se a cesárea é realizada sem necessidade, o bebê também pode apresentar problemas respiratórios, metabólicos e até emocionais", explica Dr. Palhares.
Normal: As intervenções cirúrgicas são mínimas, pois o nascimento do bebê é fisiológico, pela vagina."O envolvimento do médico deve ser pleno: esperar até que a mulher evolua para o trabalho de parto, acompanhar uma planilha de contrações, verificar as posições do nenê e a dilatação do colo do útero. Depois, a mãe ajuda fazendo força, até que a criança nasça", diz o médico. Para ele, o parto normal é, sem dúvida, a melhor das opções."Para não correr nenhum tipo de risco, é imprescindível que o pré-natal seja bem feito. Se estiver tudo bem, não há motivos para optar por uma cersárea", afirma. A ausência de cortes e anestesias permite recuperação mais rápida, tanto para o recém-nascido, quanto para a mãe.
Parto normal na água:"Toda mulher prestes a parir deveria ter o direito a uma banheira com água quente", reinvidica a obstetriz Ana Cristina Duarte. De acordo com a especialista, o líquido quentinho alivia a dor e relaxa, por isso é utilizado durante o trabalho de parto. "Às vezes, a futura mãe se sente tão bem, que o bebê acaba nascendo dentro da banheira mesmo ou até no chuveiro". Para o Dr. Palhares, o parto normal na água não sugere riscos.“Como a criança não respira no instante em que nasce, pode ser uma boa opção, sim”, afirma. A estrutura é básica: uma banheira inflável com aproximadamente 50 centímetros de água, com a temperatura próxima a do corpo.
Parto normal de cócoras: Ao invés de ficar deitada em uma cama, a grávida fica com a coluna na vertical, agachada ou sentada em um banquinho bem baixo. “É a posição usada pelos índios, favorece a parte muscular da mãe”, explica o médico. Para a Ana Cristina, os benefícios desse tipo de parto têm popularizado a posição no momento de dar a luz. "A mulher tem mais liberdade para controlar o seu próprio corpo, sente menos dor e a verticalização melhora a oxigenação do bebê", diz.
Em casa ou na maternidade?
O local escolhido para ter um bebê também é uma das principais preocupações de uma gestante. Além das maternidades, que possuem toda a estrutura necessária, caso a mãe ou o recém-nascido necessitem de cuidados especiais, existem as Casas de Parto. Este tipo de estabelecimento faz parte do sistema público de saúde e propõe a humanização do parto natural e deixam a mulher bem à vontade na hora de ter o bebê. Contam geralmente com a assistência de médicos, enfermeiros e doulas, profissionais que oferecem conforto físico e emocional para a parturiente. "Uma doula também pode estar presente na maternidade, mas é mais comum vê-las em partos domiciliares. Elas hidratam, fazem massagem e prestam apoio emocional", explica a obstetriz Ana Cristina.
Conceber o filho em casa também pode ser uma opção. A produtora de moda Bianca Lopes é mãe de Alicia e Naomi, que vieram ao mundo via cesárea, e Joana , nascida em casa. Depois de viver as duas experiências, Bia escolheu fazer parte do time das defensoras do parto natural domiciliar, também conhecido como PND. "Em casa a mulher tem a liberdade para agir institivamente. E acho que na hora do parto o mais importante é passar pelo ato fisiológico sem intervenções, sem violência obstétrica. Faltam palavras para descrever o sentimento e o gozo que é parir naturalmente", conta.
A dica desta experiente mamãe para as grávidas interessadas em receber seus filhotes em casa é sempre procurar um especialista de confiança. "Médicos vinculados a planos de saúde não atendem partos domiciliares, mas há muitos bons profissionais que ajudam mulheres que não estão nem um pouco interessadas em dar à luz no hospital. É só procurar".
Larissa Saram
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