Mulher / Arte & Cultura

Entrevista

Charlie Massó, ex-Menudo, relembra o sucesso na banda e fala da carreira

Domingo, 07 de Outubro de 2012
“O espírito de competitividade entre os garotos sempre existiu”, diz o cantor
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Charlie Massó, ex-Menudo, relembra o sucesso na banda e fala da carreira Divulgação

No Brasil para divulgar uma nova versão da música “If You’r Not Here”, Charlie Massó, 43 anos, conta que não sente saudades do assédio histérico e descontrolado das fãs na época em que integrou o Menudo. “Tenho boas lembranças, foi uma fase muito bonita, da qual eu me lembro com muito carinho, mas saudade não é exatamente a palavra”. Ao lado de Roy, Ray, Rob e Rick (Martin), o cantor fez parte da formação mais conhecida da boyband porto-riquenha da década de 1980, aquela conhecida pelos refrãos de “Não se reprima, não se reprima”.


Charlie,  à esq. da foto, ainda com seus cabelos encaracolados

Em 1987, Charlie deixou o grupo. Os cinco anos de atuação na banda serviram de experiência para que ele se lançasse como ator. Fez teatro, novelas, cinema e chegou à faculdade, em que se formou publicitário. Nos últimos anos, participou ainda de apresentações do show “El Rencuentro”, com integrantes de diversas gerações do grupo que existe até hoje. E agora, ele está de volta ao Brasil para lançar-se como dupla romântica, ao lado da cantora-mirim Fabiana Moneró, de apenas sete anos, que ficou conhecida ao ser semifinalista do programa “Astros”, do SBT.

Imaginava voltar ao Brasil cantando uma música de sucesso do Menudo tantos anos depois?
Charlie Massó:
Em 30 anos, essa é a primeira vez que um artista regrava “If You’r Not Here”. É interessante ver que a canção romântica ainda permanece viva na memória das pessoas. Não tinha dúvidas sobre o talento de Fabiana, mas antes, não me imagina fazer uma parceira com uma garota de sete anos (risos).

E assim como “If You’r Not Here”, você também é um homem romântico?
C.M.:
Sim, muito! Tanto é que hoje tenho dois filhos. E todos os dias eu e minha mulher fazemos coisas para manter acesso todo esse amor (risos).

Na TV, você atuou como ator em novelas no México, Porto Rico, Equador e Estados Unidos. Já pensou na possibilidade de atuar também no Brasil?
C.M.:
Claro! O país tem me apresentado diversas portas para a carreira, não só de cantor, mas como ator também. Existe já um projeto para o ano vem que ainda não posso falar...

Que lembrança guarda do Menudo na época que esteve no Brasil?
C.M.:
Sempre lembro das fãs, do Estádio do Morumbi (em São Paulo), do Maracanã (no Rio de Janeiro). Cantamos também em Belo Horizonte, Bahia. Nossa turnê durou quatro meses e o mais impressionante era que nosso primeiro trabalho foi em espanhol. Só depois gravamos em português. E foi uma surpresa porque era muito pouco provável que um grupo de meninos fizesse sucesso com músicas cantadas em uma língua diferente.

Você sente saudades daquela época?
C.M.:
Tenho boas lembranças, foi uma fase muito bonita, que eu me lembro com muito carinho, mas saudade não é exatamente a palavra. Acho que cada etapa foi muito importante, principalmente porque construiu o que nós somos hoje e o que ainda falta por construir.

Existia algum tipo de disputa entre os integrantes do grupo, de um querer se sobressair mais que o outro?
C.M.:
O espírito de competitividade sempre existe, assim como está presente em todas outras carreiras. Mas não digo que isto estivesse muito presente entre a gente. Trabalhávamos para melhorar em conjunto, tomos nós queríamos ser os melhores. Um sempre ajudava o outro, queríamos que todos tivessem sucesso.

Guarda alguma lembrança ruim dessa época?
C.M.:
Acredito que todo grande sucesso precisa de muito trabalho e o esforço foi fundamental. Nós tínhamos um trabalho sério, poderia parecer uma brincadeira, mas tínhamos que ensaiar muito, participar de muitas divulgações. Naquela época não existia internet. Tínhamos que ir de televisão em televisão, de rádio em rádio para mostrar nosso trabalho. Essa parte era a mais pesada. As viagens também eram cansativas, viajávamos 300 dias ao ano.

Ficou surpreso com a declaração de Rick Martin assumindo sua homossexualidade?
C.M.:
Estamos em 2012, época de todos terem liberdade para viver como quiserem. Ele é uma personalidade, uma figura pública, e se ele quis dividir isso com as pessoas é uma decisão pessoal. É uma coisa mais natural do mundo que ele tenha o direito de viver o que ele escolheu. E cada um tem que aceitar ou não...

E sobre esta sua nova visita ao Brasil... Já provou nossa comida, já tomou a famosa caipirinha?
C.M.:
Já, já tomei, sim, mas só uma. É muito forte (risos)! Agora eu experimentei farofa. Não havia comido. Como é gostosa! Antes talvez tivessem servido no meu prato eu deixava de lado... Provei também carnes em uma churrascaria, pastel, tudo muito bom!

Aurora Aguiar

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